As incursões mais recentes dos grupos armados apontam para uma reinvenção das suas formas de actuação e organização. A violência extremista deixou de depender apenas da ocupação territorial, de ataques directos e da intimidação das comunidades, passando também a explorar economias locais frágeis para garantir recursos, mobilidade e capacidade de actuação. Num contexto marcado pela fraca presença do Estado, fiscalização limitada e expansão da mineração artesanal e ilegal, o sector mineiro está, de forma crescente, a se consolidar como um espaço vulnerável à extorsão, ao saque e à apropriação económica por actores armados.

